sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Civismo















Lá... na minha infância e adolescência, lembro-me bem que as datas cívicas eram comemoradas à rigor, com desfiles, apresentações de alunos e professores, uma festa. Certa vez , a filha do professor de desenho e eu, fomos escolhidas para desfilar no carro alegórico (único) com o Brazão do Ginásio, uma honra. O peito inflava de tanta vaidade e amor pela pátria.

A fanfarra composta pelos belos garotões, aquele lá das balas chitas e meu irmão Antonio Carlos também, no seu repique, e toque do "piston", próprio, único, peculiar, enchia-nos de admiração.

Fazíamos parte de todos os eventos da cidade, meu irmão, minha prima Regina Célia, eu e a mesma galera de sempre.

O civismo, matéria de Educação Moral e Cívica, era exercido de várias formas. O respeito pelos símbolos, Bandeira e Hino beirava ao exagero, mas com esse espírito cívico cresci e até hoje as emoções tomam conta . Canto a introdução do Hino Nacional e orgulho-me disso.
Pequenino mas com um voseirão de tenor, seu Adamastor diretor do Grupo Escolar, nos deu exemplo, deixou sua marca com categoria e grandeza, desde a nossa infância.

O tempo correu.
Adulta, percebí os descasos, a fome, as crises, o golpe, os fardados, o desemprego, os cruzeiros , os cruzados, os reais, e uma sequencia (teclado tinhoso acentua quando quer) de fatos prejudiciais ao meu amôr pela pátria.

Houve momentos, em que tentada pelo desânimo, esse amor confesso foi abalado, mas não pretendo enveredar por esse caminho.

O país precisa de seriedade, credibilidade, lisura, transparência e governabilidade. Em nome desse civismo citado , apelo às forças quaisquer que sejam, que despertem esse amor que ja foi sentido um dia, que resgatem os valores cívicos e os façam crescerem no coração do povo brasileiro.

O meu interesse é tão somente registrar o "AMOR À PATRIA", fora de moda atualmente.

11 comentários:

Rosamaria disse...

Maria Helena!
Tu não entraste na blogagem coletiva, mas usaste o selo e fizeste um ótimo post. Parabéns!

Nossos tempo eram outros...bem melhores!

Bjs.

Maria Helena disse...

Rosamaria,
obrigado, sempre gentil.
Os tempos eram outros mesmo, os professores na sua grande maioria passavam respeito pela pátria.
Que selo voce falou?????
Bjs

Rosamaria disse...

A imagem que colocaste, Maria Helena, foi usada para a blogagem coletiva.
Segue os que comentaram no meu blog que vais achar muito mais.

Bjs.

Arnaldo disse...

Maria Helena,

Eu acredito que amor à pátria significa muito mais amor ao povo e solidariedade, do que fixação por símbolos, hinos e bandeiras. A ditadura militar instrumentalizou muito bem estes símbolos pra cegar a classe média. As aulas de EMC e de EPB que assisti em minha infância e adolescência, mais pareciam lavagem cerebral. Não tenho saudades daquele tempo, pelo menos no que diz respeito à política.

Maria Helena disse...

Rosamaria,
então a escolha foi certeira.
Bjs minha amiga.

Maria Helena disse...

Arnaldo
Sei que tem razão. Vivemos um período sombrio na nossa história política, não podemos descartar o pesadelo.
Quando disse resgatar o amor à patria, foi com a esperança de um amor verdadeiro, de uma pátria que pudessemos nos orgulhar.
Contudo,os símbolos a representam e devemos respeitá-los.
A aliança é o símbolo do casamento,
representa uma união, quiça fossem todos belos e felizes.
Bjs

Lord Broken Pottery disse...

Maria Helena,
Acho que esse amor à pátria a ditadura enterrou irremediavelmente. Éramos obrigados a cantar o hino, nos perfilar ante a bandeira, tudo contra a vontade. Hoje somos um povo distante disso. Enquanto em vários países a data cívica é comemorada com vigor: EUA, Argentina, França, só para dar alguns exemplos, o nosso 7 de setembro passa batido. Somos ao que parece um povo bem pouco patriota. Não sei se há remédio para isso. Ou é questão de educação, ou de temperamento, sei lá...
Grande beijo

Maria Helena disse...

Lord
Não estou descartando esse período sombrio(vide resposta para o Arnaldo, comentário acima),mas acho
que é cômodo transferir o problema.
Os militares já ficaram para trás há algum tempo.
Porque deixaríamos de aproveitar o feriado,ir à praia, é bem mais
divertido do que participar de um ato cívico, estou inclusa, mas gostaria que fosse diferente. Acho que é cultural, ou falta de orgulho
à pátria.
Bjs

Vivien Morgato : disse...

Mãe, tenho mil receios em relação ao patriotismo.Ele facilmente cai na xenofobia e facilmente é a base pra a maioria das guerras.
Eu tentava, com meus alunos, estimular uma relação de amor com o coletivo, com as pessoas, com o povo...me afastando do conceito abstrato de Pátria.

Maria Helena disse...

Vivinha,
Não vejo dessa forma. O orgulho pela pátria não precisa necessariamente beirar ao fanatismo.
Bjs
Mamãe

Maria Helena disse...

Vivinha,
Não vejo dessa forma. O orgulho pela pátria não precisa necessariamente beirar ao fanatismo.
Bjs
Mamãe