segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Panetone de cereja




A chuva passou. O sol saiu brilhante e convidativo.

Fui à padaria. Comprar pão de manhã para mim é um sacrifício, não gosto, mas... com um dia assim despontando às 9:00h, que parecia jogar e ganhar da chuva, arrisquei.

Entrei. Pedí um caseiro e dois comuns(francês).

Uma funcionária mecanicamente me serviu. Ao meu lado no balcão uma travessa de panetones para degustação. Adoro panetones, não resistí e comi um pedaço.

_Quanto custa esse panetone????

_É de cereja, respondeu a dita funcionária.

_Quanto custa??????

A mesma virando em direção de outra, falou:

_Maria, o preço do panetone de cereja????

_Sei informar não.

Maria virou e continuou seu trabalho.
Fiquei plantada esperando a resposta. Nada. Falei novamente.

_ Quanto custa o panetone de cereja?????

Abaixando no balcão pegou um chocotone e disse.

_Esse chocotone cuuuusta.......
Não esperei que terminasse, eu não queria chocotone, ora...bolas.

_Quero saber o preço desse que experimentei??????

Abaixando novamente no balcão mostrou um outro e disse.

_ Esse normal custa R$5.90.

Olhei bem nos olhos dela, acho que entendeu o meu olhar de indgnação pois guardou o "mardito" panetone rapidinho, e saí logo antes que meu lado Pinto Guedes surgisse das profundezas.

Fui embora aguada, com vontade de comer o PANETONE DE CEREJA.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Um sonho

















Alimentar um sonho impossível, não é perfil de ariana que sou. Pendencias não é meu forte , gosto de realizações, mas a França era algo tão perto e tão longe que eu não saberia explicar,mas gostaria imensamente de conhecê-la.

Paris, para mim era um passado muito longínquo, sensibilidade aflorada, de um saudosismo como se lá estivera um dia, algo forte, sem entendimento prático.
Nessa vida, sentia a distância não apenas geográfica, mas a possibilidade de realização tão distante quanto.

O prazer ficava tão somente em cantar a "Marseillaise", as canções infantis, ver as fotos e TV, da Champs Elysees iluminada e magnífica nos finais de ano. Até que o Ricardo, meu filho, sabedor dessa antiga vontade, entrou em ação, e o sonho não só se tornou possível, como real.
Voarei entrelaçada entre sonho e realidade, no dia 22 de abril de 2010.
Tenho certeza que nós, ele e eu, faremos uma viagem maravilhosa, porque somos sintonizados nas beleza das artes, arquitetura, e transformamos nossos dias em diversão. Simbiose de amor.

Paris, me aguarde, abrirei meus bracinhos (curtos segundo a minha filha Vivien) em frente o
L´Arc du Triomphe na Champs Elysees e direi em voz alta: "Je suis ici".

Notem que o nome da minha filha é frances, não é por acaso, foi escolha mesmo.

Sei que hoje em dia viagens desse porte já faz parte do cotidiano do povo, mas para mim é muito mais do que isso é uma sensação de visitar e conhecer algo, já conhecido.

C´est la vie. Vive la France.

domingo, 8 de novembro de 2009

Aluna X Faculdade




Julgar sem conhecimento verdadeiro, apenas com fatos divulgados pela imprensa, é complicado, difícil e com possibilidades de falhas, muito grande.
Entretanto é o que eu tenho, e dessa forma vou opinar para mostrar minha indignação.

No meu entender (posso estar errada) houve uma carreiras de erros: da administração da Faculdade, dos alunos selvagens, e da própria menina.

Por trabalhar durante anos em administração escolar, fiquei inconformada com a atitude da Faculdade em expulsar a aluna. Atitude intransigente, decisão equivocada, autoritária, e provavelmente sem base legal.

A selvageria demonstrada pelos alunos moralizadores, em nada condiz com o Brasil moderno, atual, diverso. A mim me pareceu uma volta aos tempos, que atirem a primeira pedra.

Quanto à aluna, tenho minhas resalvas, não a coloco na condição de vítima, que para mim, não é.
Falo sobre comportamento, regras sociais, não apenas sobre o comprimento da saia da mesma.
Acho que foi infeliz, prejudicou uma instituição, provavelmente arranhou sua vida familiar.

Retrocesso que coloca à prova o futuro do país.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

22º andar - edifício "A Noite"













Sentada, comportada, ao lado da minha prima Vera Maria, esperava com ansiedade o famoso programa Cesar de Alencar. Estávamos alí para ver Emilinha Borba, a cantora idolatrada por ela.

Eu tinha uns oito anos, se não me engano, e para mim, tudo aquilo parecia encantado, diferente, irreal. Cesar de Alencar, figura interessante, magro, comprido, nem bonito nem feio, mas de uma competência de palco, que fazia juz à fama. Por anos ele comandou esse programa de auditório.
Emilinha e Marlene eram as grandes estrelas da Radio Nacional.

Quieta, sem entender o que eu fazia alí, olhava ao redor, com as mãos nos ouvidos. O barulho era ensurdecedor, aquelas bocas imensas, vermelhas e abertas, faziam uma arruaça que hoje se assemelham as infernais cornetas dos campos de futebol, mas tinha uma pitada de glamour que eu gostava.

Uma escadinha de 3 degraus, imensa na minha visão de criança, separava o palco do auditório, e eu não pensei duas vezes, instalei-me ali.

_ Com voceeeessss!!!!!!!!....... Emiliiiiiiinha Boooooorrba.
Ela era linda, uma deusa. Cantar????? bem...era querer demais, mas... o povo gostava. O auditório parecia que vinha abaixo, e nós estávamos no 22º andar.

Depois da apresentação, minha prima me deu uma foto da artista e falou, corre atrás dela.
Falou a palavra mágica, atravessei o palco, os corredores, um verdadeiro labirinto, mas achei a famosa em uma saleta. Charmosa, conversava com a cantora Nora Ney, e ao me ver plantada na porta me chamou, e ganhei um abraço e um beijo tão carinhoso que jamais esqueci.
Autografou a foto que guardo até hoje.

Passada a febre da era do rádio, Emilinha sem a coroa, sem o prestígio de outrora, tornou-se amiga de minha prima Vera Maria, amigas inseparáveis.

Foi a era de ouro da Radio Nacional.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O maior desejo













Tinha pose de aristocrata, autoritária na medida, recebeu uma formação rigorosa, dentro dos padrões da época, mas com muito carinho e dedicação dos pais e irmãos. Era generosa e tinha um coração tão simples que beirava a ingenuidade. Essa era a minha mãe.
Quero falar sobre o seu grande e maior desejo, a união dos filhos e netos. Foi uma meta que determinou para a sua vida, e cumpriu com todo amor.
Essa união nos proporciona momentos muitos especiais e felizes, que passamos entre os irmãos e familiares. Somos oito irmãos, sete homens e apenas eu de mulher, o que me permitiu uma posição privilegiada. Cantamos, rimos, jogamos conversa fora, nos revezamos nas lembranças. A felicidade de estarmos juntos, nos faz esquecer dos cabelos brancos, dos problemas, das doenças. A família cresce de forma acelerada, os casamentos dos netos acontecem de baciada (rsrsrs), e a geração dos bisnetos já atingem às portas das faculdades.
Ahh!!!!! Como foi bom esse desejo da mamãe, hoje podemos nos orgulhar da família unida, da geração dos netos e bisnetos que seguem embalados nesse amor que ela produziu e espalhou.

Formamos uma familia grande e uma grande família,

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O midas e sua competencia



Queixar-se da vida é comum e corriqueiro, todos fazemos.
Ficar à mercê dela sem mexer um dedinho sequer para melhorá-la tambem fazemos.
Verdade...verdadeira é reconhecer que o ser humano gosta de se lamentar.
Que estamos vivendo uma bela fase, que nossas riquezas foram apresentadas ao mundo pelo governo Lula com sucesso, que crise é reconhecidamente uma marolinha, que a redução da pobreza é um fato, que o desemprego foi solucionado, que a economia segue com índices favoráveis, que juros já não é mais o vilão da história, e com tantos outros resultados satisfatórios , sinto que podemos nos orgulhar.
Em um patamar de realizações, Lula pode se dar ao luxo de investir no esporte. Empenhou-se em trazer a Copa e as Olimpíadas para o Brasil, dinheiro que será aplicado no transporte, na segurança, no turismo na cidade que sediará, a bela Rio de Janeiro.
O pré-sal seu grande trunfo, celebração para um governo responsável e competente.
Com o desenrolar nefasto do senado, cuja única razão é fornecer um processo PRODUZIDO, pela chegada das eleições presidenciais, tão somente interesses políticos partidários, há quem navegue nessas ondas. Graças a este governo democraticamente recebemos as informações na íntegra, fato não registrado em governos anteriores. Debaixo dos tapetes ficavam as sujeiras, porque elas existem desde sempre, ou seremos ingênuos demais em pensar que essas falcratuas são atuais. Volto a repetir, o congresso nacional é o espelho do povo.

Ficar relatando os bons resultados do governo, não se faz necessário, isso os índices já apontam e a popularidade do presidente também, apenas reforçar aqui a continuidade dele.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gardenal + Lexotan


















Eu não havia assistido o show da Vanusa, interpretando o Hino Nacional, na assembléia. Sabedora da gafe, ou melhor da ousadia da cantora, imaginei que as graças do Zé Simão e outros fossem exagero, mas não foi. Assistí, fiquei atônita, sem palavras.
O que foi aquilo????????
Será que ela estava sacaneando a Assembléia????? Será que ela estava dopada????? Com remédios, conforme veio justificar , ou... sei lá entennnnnde!!!!!!!!!!! A voz dela estava fora de compasso, mole, adormecida, fazendo zigue-zague, embriagada. Não creio que ela não soubesse cantar o Hino, então o que de fato aconteceu???????
Foi realmente horrível, fiquei com pena dela e da família, do constrangimento, da vergonha que passou, do mico.
É comum errar a letra do Hino, conforme enquetes feitas pelas ruas, mas a melodia até os mais simplórios acertam. Pisou no símbolo nacional, é imperdoável para uma cantora .
A Fafá de Belem, já havia assassinado o Hino, agora a Vanusa o enterrou.