quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Supermercados, tão bonziiiinhos!!!!!!







O POVO NÃO É PATETA.

Maravilhoso seria se pudéssemos acreditar que os supermercados realmente resolveram pensar com seriedade no meio ambiente, mas infelizmente essas campanhas de sérias não tem nada, e mais uma vez coloca em cheque a credibilidade do povo.
No caso em questão, as sacolinhas de plásticos são a bola da vez, os vilões do planeta. Essa safadeza dos supermercados de não mais oferecer as sacolinhas aos usuários, em nome de uma ação equivocada de salvadora da pátria pretende com seus interesses escusos nos passar um atestado de ignorância e burrice.

Desta feita faz um jogo de mestre, além de posar de beneficiário, deixa de gastar, e ainda lucra em cima dos otários. Ocorre que o povo agora mais informado e consciente felizmente está gritando e demonstrando a sua insatisfação com essa tremenda covardia. Se precisamos começar por algo, então que substituam por outras embalagens as garrafas pet, os sacos de lixos (comprados) e tantos outros produtos como arroz, feijão, macarrão, etc. Embalagens que também precisam sair de circulação para termos um início.

Salvar o planeta é dever de todos, agir ecologicamente para que possamos viver melhor também é dever de todos, mas... ser usada para fins lucrativos de outrem, me deixa terrivelmente contrariada.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Happy Birthday










Entre as filhas Milene (que mora em Denver) e Aline (Orlando) Maria Aparecida exibe seu sorriso de 70 primaveras.

Visitar tia Cecília e tio Nenê no Rio de Janeiro nas férias de dezembro era o momento esperado ao longo do ano. Quando chegava, vindo de Venceslau interior de São Paulo onde eu morava, era uma festa. Lá estavam meus primos, primos-irmãos (nossas mães eram irmãs e nossos pais irmãos também) prontos para um período de muita curtição.

Nossos parentes tanto do lado paterno como do lado materno eram os mesmos, não dava para fugir disso, tudo igual, fofocar sobre eles nem pensar, rsrsrsr. Nós as Marias, repartiamos com muito carinho a felicidade, a esperança, os ideais, os sonhos, eternizando uma adolescência saudável e bonita. No total eramos 16, 8 de lá e 8 de cá, parece até que minha mãe e minha tia Cecília competiam., rsrsrs.

Relembro esses momentos para falar sobre uma das Marias que nesse mês de novembro completou 70 anos. A minha prima Maria Aparecida.

Voar sobre o oceano para dar-lhe um abraço e os parabéns por chegar a essa data com tamanha disposição e energia, foi pouco, porque ela merece muito mais. Morando em Denver (Colorado) no verão e em Orlando (Flórida) no inverno, o local escolhido para a comemoração foi Orlando, não pensei duas vezes e rumei para lá. Além da festa do aniversário que compartilhei com seu marido Daniel, um americano tranquilo, sua irmã Maria Alice, minha prima muito querida que mora em Fort Lauderdale, seus filhos Milene, minha linda afilhada de casamento, Aline esbanjando beleza e charme com seus filhos, Marco Aurélio que veio de New York juntar-se a nós, e amigos, celebrei também Thanksgiving Day, sonho antigo em saborear o famoso peru no dia de Ação de Graças, foi maravilhoso.

Com o carinho de todos passei dias incríveis, na Disney ela e eu, eu e ela, mergulhamos no passado e deixamos o mundo encantado do Walt Disney tomar conta de nossas fantasias. Viramos crianças. Percorrer o mundo mágico no castelo sombrio do Harry Potter e o esforço do Spider Man para nos garantir proteção, rendeu risos, sustos e gritarias, na Universal Studios.

Outra prima do lado materno, filha da tia Lelê irmã de nossas mães, a Vera Maria também atravessou o oceano para celebrar essa data especial, embora seus 76 anos já pesasse na bagagem.

Conhecí Sanford uma cidadezinha portuária muito interessante, parecia cenográfica, fiquei encantada, e tirei muuuuuuitas fotos.

Geeeente!!!!! embrenhei na loja Ross que só saí laçada de lá, "tudibom", comprei...comprei... comprei.... No outlet em Orlando quase surtei.

Foi muito bom rever a família, constatar que o esforço, a garra, o trabalho, garantiram uma vida de muito conforto, tranquilidade econômica-financeira-profissional-emocional. Parabéns para todos e muito OBRIGADO

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Conflitos




















Existir harmonia entre as relações humanas deveria ser simples, normal, mas... isso é algo que só acontece após anos sovados pela vida, de perdas mútuas e sofrimentos.
Um jovem casal, recente no casamento além de buscar a própria adaptação precisa comungar com as novas famílias com educação, costumes e formações diferentes para grantir um aval de bom viver. É sempre bastante difícil e é necessário um exercício de paciência e tolerância de todos os envolvidos. Entretanto nem todos possuem discernimento e compreensão, e os conflitos descem como uma avalanche durante anos.


Os conflitos se apresentam na maioria das vezes por ciúmes, e se alastram até ao ódio. Situações que poderiam ser evitadas se houvessem diálogos sinceros conduzindo para um entendimento favorável. Outra técnica eficiente é isolar-se, tornar-se neutros em algumas questões até que os ânimos se aquietem, dessa forma a oportunidade de respeito acontece, mesmo que a demora seja longa.


Conflitos de separação, ahhh!!!!!! são eternos e dolorosos e resultam em problemas familiares indissolúveis.


Parabenizo o casal que embora entrelaçado nesses conflitos com complicações sérias, pesam os benefícios sentimentais e financeiros acumulados em todos os anos de convivencia, e os valores familiares em questão, e caminham na direção de uma reconciliação.


Essas são questões vividas aqui, alí e acolá, por ricos e pobres, religiosos e ateus, vermelho, preto e amarelo.


Simplificar para quê, se o barato é complicar, contudo a idade chega e espera-se que, com ela, o amadurecimento, o equilíbrio a razão. Feliz daquele que entende isso, e desenvolve um sentimento de conciliação e respeito.




sábado, 15 de outubro de 2011

REPETECO - A leveza dos passos marcados





Aproveitando a era do PAN


Chegou o grande dia, tínhamos que estar na estação no horário do "Ouro Verde". Partiria pontualmente às 10h, e Presidente Prudente era o nosso destino.

A alegria era geral, e os JOGOS ABERTOS do interior o grande motivo.

O trem chegou, nossos pais com mil recomendações aos professores, nos deixaram partir.O pouco tempo que passamos nessa viagem foi suficiente para boas algazarras, uma inesquecivel curtição. A galera do ginásio, meu irmão Antonio Carlos e minha prima inseparável Regina Célia.

Chegamos. Um mar de estudantes tomou conta da estação, outras delegações de cidades vizinhas estavam também naquele trem.

Quase surtamos os donos de um bar, estavamos com fome e queríamos ser atendidos ao mesmo tempo. Com o lanche nas mãos sentamos todos enfileirados na sarjeta, ficou compriiiiiido...Seu Miltom e dona Hélia pouco podiam fazer, a não ser colaborar com a nossa alegria. Seguimos pela avenida principal até o Colégio São Paulo. O alojamento feminino era um imenso salão com colchões militares (hoje colchonetes) esparramados e o masculino ficava ao lado, em outro pavilhão.

A nossa apresentação com ginástica rítmica feminino e masculino seria logo na abertura dos jogos, mas estávamos tranquilos, bem preparados. Em anos anteriores já havíamos apresentado com bastão, arco ( bambolê) e fitas, eramos feras nessas modalidades.

Foi lindo, tudo bem compassado (quatro face, dezesseis tempos em cada face) e lá estávamos cumprindo nossa missão de atletas, depois os meninos dando um show (ginástica rítmica e ginática de solo) de pura beleza. Sinto a emoção até hoje quando fecho os olhos e me vejo naquela quadra.

Antonio Carlos e ...sabe AQUEEEELE das balas chita, jogavam vôlei e basquete muito bem, eram bons "por demais", eu não perdia um jogo sequer, o meu gato era o "must". Porém eu... até jogava, fazia parte do time, sempre reserva( cerquinha rsrsr) os meus um metro e poucos era um problema muito sério.

Durante o dia, almoço/banho/jantar, ficávamos na casa de alunas do colégio, e a noite no alojamento . Uma dessas noites teve um baile na cidade, orquestra de "Nelson de Tupã"
( se não me falha a memória) , mas D.Hélia foi irredutível, não e pronto, fomos dormir. Porém os meninos assim que o Seu Miltom pegou no sono..., pé ante pé, fizeram uma corda com lençois, desceram tres andares e não ficou um para contar a história, escaparam todos.

Ah!ah!...se pudéssemos pegar D.Hélia!!!!

Anos dourados!!!?? Quem disse... sabia das coisas.


Essa foto foi tirada por meu pai, em uma das apresentações em Venceslau.

sábado, 1 de outubro de 2011

Retalhos

















Se colocarmos os pensamentos na direção cronológica da vida, podemos observar que ela, a nossa vida, é um amontoados de retalhos.

Na infância compartilhei com pessoas queridas, amigos, parentes, vizinhos, que a diversão das brincadeiras do dia a dia, permitia uma felicidade extrema. Brincadeiras jamais esquecidas. Com o tempo foram surgindo novos amigos, de escola, de trabalho, de passeios, de amores, que desapareceram bruscamente, da mesma forma que chegaram.

Aos 67 anos, recolhendo os retalhos e formando com ele um mosaico das relações humanas vividas ao longo dessa estrada, observo que é gigantesco a beleza desse trabalho. Meus caminhos se cruzaram, graças a Deus, com pessoas generosas e humanitária, que me proporcionaram momentos de felicidades, que souberam conduzir e me guiar emocionalmente quando precisei, pessoas que serão eternamente valorizadas e citadas nas minhas orações. As alegrias com os filhos, família, e com essas pessoas especiais, formaram uma blindagem em meu coração que foram suficientes para superar os parcos conflitos vividos com criaturas que tentaram me prejudicar, desestabilizar.

Fui e sou feliz e sempre soube disso.


sábado, 10 de setembro de 2011

REPETECO - Meu 1º soutien



















(Infelizmene não tenho a foto do meu 1º soutien)


Lembram da história do 1º soutien da Valiséere, que deu notoriedade à Patrícia Luchessi ??? Pois bem, eu também tenho a minha história, e vou contar aqui.

Eram seis horas da tarde e a Miriam, amiga de sempre, chegou em minha casa e disse:

_ Maria Helena...amanhã na aula de educação física todas as meninas vão estar de soutien. Precisamos sair para comprar o seu agora correndo, porque as lojas já estão fechando.

_Mamãe a senhora escutou o que a Miriam falou???? Eu tenho que comprar um soutien agora, senão só eu vou estar negativo.

_Negativo???? O que é isso????? falou minha mãe, sem entender nada.

_Ora...bolas...quem não sabe o que é negativo???? As meninas vão puxar o elástico nas costas, e se não encontrar é negatico, se encontrar é positivo.

_ Voces tem cada uma????? Vão comprar então.

Aflitas e certas de que não teríamos grandes chances de encontrar alguma loja aberta, r0damos Venceslau inteira e nada. A loja da Esmeralda era a nossa última esperança, e lá chegando esbaforidas (palavras da minha mãe) já estava fechando.

_Dona Esmeraaaallllda!!!!!! gritei, depois... bem baixinho, quase sussurrando falei :

_Preciso comprar um soutien, quebra esse galho (gíria da época), é para a aula de educação física. Com um olhar de reprovação e um sorriso das profundezas do inferno, sem nos dar a mínima atenção continuou a cerrar as portas da loja.

_ Creeeeedoooo!!!!!!!!!! Minha mãe não compra mais aqui nessa espelunca.

_ Danada!!!!!! #$%&*@"*+

Voltamos para casa sem saber exatamente o que fazer. A única opção era faltar a aula, o que não me agradava. A aula de educação física era imperdível, estavamos ensaiando para a demonstração rítmica que iriamos apresentar em Presidente Prudente, na abertura dos jogos abertos do interior. Chorei muito mas não havia outra alternativa.

Fui dormir.

No dia seguinte minha mãe me acordou cedo. E eu certa de que não iria à aula falei:
_Eu não vou hoje, não comprei o soutien!!!!!!!!!????????
Ela, continuou a me chacoalhar e disse:
_Tem uma surpresa para voce na sala.

Arregalei os olhos, mas ainda adormecida, levantei.
_ Estendido com cuidado, arrumado e passado a ferro sobre uma cadeira estava meu uniforme e meu tênis, como de costume fazia, sobre o uniforme estava o presente, MEU SOUTIEN.
Lindo, engomadinho, personalizado de cambraia de linho perolado, bordado com ponto paris, passafita branço entremeando fita de seda azul e lacinhos nas extremidades, perfeito. Sem dormir, minha mãe que não era costureira, fez um soutien mais lindo do mundo.

Saí toda feliz. O meu entusiamo e alegria era tanto que eu levitava, estava literalmente nas nuvens.

_ Positiiiiiiiiivo!!!!!!!!!!!!!!!!

Mamãe, mais uma vez obrigado, pela dedicação, carinho, um amor enorme, amor de ser MÃE.

Escrevi esse post em homanagem a Miriam e a minha mãe, as duas falecidas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Compatibilidade de amor















Trinta e oito anos depois...esse bebê salvou a vida dessa gatinha.


Foi um choque para a família quando minha filha teve conhecimento da necessidade de um transplante de rim. Fomos pegos de surpresa e pouco tempo tivemos para pensar e chorar, dada a necessidade e a urgência do fato. Atordoados e amendrontados iniciamos os exames. O único, entre meu marido, meu filho Rogério e eu, a possuir o mesmo sangue O+ foi o Ricardo, que mandou via internet à ela o resultado do seu exame como presente.

A noticia de que um dos irmãos poderia ser o doador, foi para mim uma mistura de sentimentos, se de um lado iríamos evitar a sofrida lista de espera por um rim, lista esta de longa duração, do outro, era mais um filho que iria para a mesa de operação. Entretanto era a vida dela que corria risco, não podíamos parar para pensar. Foram meses de angústia e sofrimento.

Entre o Ricardo e a Vivinha, meu filho caçula e minha filha mais velha, existe um elo de amor muito forte desde sempre. Assim com todo esse amor, ele que fugia de uma simples injeção, iria com absoluta coragem submeter a uma cirurgia tão séria. Entretato segundo os médicos a compatibilidade entre eles era de apenas 25%, o que nos deixou apavorados, mas assim mesmos os exames continuaram, por falta de um outro doador. Mas... a certeza de uma compatibilidade de amor entre eles me dava garantias e esperanças, de que tudo ia correr bem.

Começou então a partir de novembro de 2010 uma maratona mensal ao hospital do Rim em São Paulo até o dia 28/06 data para a cirurgia.

Nesse dia, chegada a hora, fiquei à mercê de Deus e Nossa Senhora. Foram momentos de muito medo com o coração aos pedaços, somente a fé, me deu energia para aguentar. O dia foi incrivelmente longo as horas não passavam, a aflição era enorme com a falta de informações.A noite quando eu os ví sãos e salvos na sala de recuperação, foi um momento único, um sentimento de graça alcançada, de gratidão por todos que se uniram à nossa dor e rezaram conosco.

A recuperação do Ricardo foi rápida e perfeita, ainda sente dor mas já acostumou com ela.Contaram que antes da cirurgia deitados lado a lado, deram as mãos e viram um outro casal mãe e filho também de mãos dadas, aguardando o momento da cirurgia. Momento de emoção carregado de medo.

Passados alguns dias houve uma complicação e a Vivinha precisou voltar a operar para corrigir uma fístula urinária, sabe lá Deus o que que isso significa, mas cá com meus botões acredito em um deslize médico durante a cirurgia do transplante. Novamente a fé e a graça espiritual estiveram presente e tudo foi resolvido com perfeição, agora ela já está em casa, na verdade no apartamento do Ricardo em São Paulo, apesar de recente essa nova intervenção cirúrgica, ela está sem dor e muito bem. Passou... tudo foi de acordo com a vontade de Deus. Estamos felizes e agradecidos.
O Ricardo salvou a vida da Vivinha, é com muita emoção e orgulho que dedico esse "post" a ele.