
Sou do tempo da gripe asiática, talvez 12 ou 13 anos, menos, nem sei ao certo.
Foi uma pandemia, que assustou a população, e causou muitas mortes no mundo inteiro.
Dois grandes motivos foram suficientes para eu querer pegar a gripe.
O primeiro, não ir à escola, creio que no ginásio na época. Fase boa, ficar de pernas para o ar, sem precisar fazer nada, hahahahh...rsrrsrs
O segundo, ahh... esse sim inesquecível, a sopinha da vovó Lora, e os paparicos dela.
Quando éramos crianças, e ficávamos doentes, a vovó fazia uma sopinha de farinha de milho, que até hoje sinto o cheiro, o sabor, néctar dos deuses. A carne era cortada em cubinhos, do tamanho de dadinhos, farinha de milho só para dar uma engrossadinha, temperada com muito amor, e servida em cuinha. Ao fechar os olhos eu a vejo trazendo a iguaria, dizendo: _ Tome um cardinho, pra quentá, fia.
Gosto até hoje de tomar sopa em cuinha.
Quando tive caxumba, lá veio ela rezar, e fazer várias cruzes com uma colher de pau, com cinza quente, no local inflamado, segundo ela, para cortar a caxumba. Fazia com tanta dedicação, que nada doia, e era gostoso tanta dedicação e carinho. A sopa???? Vinha como premio.
Que saudades da minha avó, que Deus a proteja onde quer que esteja.