domingo, 19 de julho de 2009

A travessura do Ricardo












Quando casei, isso faz apenas 42 anos, ganhei de presente do meu cunhado uma mesinha de centro redonda com madeira e vidro, formato aranha, que foi escolhida por mim e paga por ele. rsrsrrsr

Era uma graça, bonita e moderna, que compunha com estilo a minha sala de estar.

Os anos passaram e a mesinha resistia ao tempo e tres crianças com categoria, embora a decoração já tivesse sido trocada algumas vezes. "Uma das manias que tenho", plagiando essa velha canção, é mudar...mudar...mudar.

Entretanto... a mesinha foi ficando...ficando...ficando, até que um dia ao passar pela sala, ví sobre ela os objetos normais de sempre e um parzinho de tenis, cujo dono deveria ter pelo menos uns 5 anos. Estava arrumadiiiiinho um pé coladinho no outro, milimétricamente posicionado, o dono deveria ser muito organizado, prestimoso, um futuro Monk.

Estranhei encontrá-lo sobre a mesa e fui tirar para guardá-lo no devido lugar, oh my Good!!!!! ó Céus!!!!! Quase tive um treco, debaixo do tenis tinha um rombo no vidro do tamaiiiinho do pézinho dele. Como conseguiu aquela proeza, até hoje não sabemos, porque o vidro não quebrou, nem espatifou, fez um buraco.

_ Ricaaaaarrrdo, de quem é esse tenis que está em cima da mesinha da salaaaaa???????????

Com os olhinhos arregalado, mãozinha na boca, sem jeito e acabrunhado falou:
_ Mamãe é meu, é que.....................

Aquela era uma situação para no mínimo um beeerrroo, mas como????? Aquela belezurinha, diante de mim, com um quadro de TENTATIVA de esperteza, só podia me comover, e eu não consegui fazer nada a não ser rir muito. Comentávamos sempre que já estava vencida mesmo, rsrsrsr.

_ Vida, poesia, romance, voce estragou a mesinha da mamãe...e agora??????

_ É, mas ela é velha, néééé??????

Bjssssssssssssssssssssssssssss (estalo)

Essa foto foi encontrada por ele na internet, só pode ser a própria, igualzinha.
Mandou por e-mail para mim e pediu que eu registrasse no blog ''O dia em que ele me tapeou.''

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fala Rei... "São tantas emoções"
















As tardes de domingo tinham um endereço certo, JOVEM GUARDA.

Roberto e Erasmo se projetando no meio artístico, Wanderléa ditando moda e dança, e aquela maravilhosa tchurma Martinha, Valdirene, os Vips, Eduardo Araujo, Silvinha, Liliam e Leno, Ed Wilson, Renato e seus blue caps, Os incríveis, Jerry Adriani, Eduardo Araujo, Wanderlei Cardoso, e tantos outros.
A imprensa castigava, esse cantorzinho com voz fraquinha não dura 1 ano.
Hoje após 50 anos, lá está ele, no topo, O Rei, com uma legião de fãs de todas as idades, que se acotovelam, para com muita sorte pegar uma rosa vermelha.
Nada apagou o brilho da festa, a chuva que caia, simbólicamente batisou o momento, coroando-o para sempre. O ponto alto e carregado de emoção ficou com a entrada do Erasmo Carlos, o encanto de uma parceria de sucessos, que estava adormecida em um canto qualquer.
Foi maravilhoso ver, sentir e admirar aquela amizade forte, iniciada na juventude.
Cantar Mulher Pequena em um show comemorativo desse porte, foi para mim, e para os meus 1.50m uma dádiva, um presente.
Todas as canções do Rei, são de uma importância excepcional, as da Jovem guarda me remetem à epoca, me transportam para uma idade mágica, as clássicas românticas, tocam o coração de forma especial e o choro é inevitável.
O rei reafirma no show, a Proposta de mais um Detalhe cheio de Emoções, pra dizer Como é grande o meu amor por voce, Outra vez.

E nós...agradecemos.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Adeus




O mundo se despede de dois grandes mitos.
Ele, figura polêmica, cheia de controvérsias, vida conturbada e incomum, mas de um talento incomparável e completo. Encantou e espalhou sua forma única e especial de cantar e dançar. Deixou sua marca e fez escola.
Mobilizou os quatro cantos do mundo com sua morte prematura. Feito extraordinário e incomparável.
Ela, liiiinda, com sua vasta cabeleira loura, ditou moda nos anos 70.
Charmosa, em parceria com as outras 2 lindas panteras, também registrou sua marca, para deleite de muitos.
Que encontrem a paz, onde estiverem.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Contrastes











Gosto de novela.

Sou fã da Globo nesse quesito, pela garantia de uma produção bem feita, preparada com competência, pelo farto elenco nota 10 e pelo histórico que essa emissora, ao longo desses anos apresentou.

Entretando o horror da cena de violência do Zeca, personagem vivido por Duda Nagle e sua gangue, no capítulo do dia 25/05, pelo realismo como foi dirigida, me chocou profundamente. Um verdadeiro horror se instalou. Fiquei apavorada, como se estivesse vivendo aquele pesadelo, em uma praça qualquer.

Enquanto legiões de pessoas movimentam a alma, com campanhas, passeatas e palestras em prol da paz, para harmonizar o mundo, outras destroem todo um trabalho de conscientização, com apenas uma imagem. O estrago feito por uma emissora de TV, com apenas alguns segundos no ar, é desolador.

Sei que lutamos por essa liberdade da imprensa, que é a voz da nação, mas fico pensando...viver em sociedade não exige regras???? Desde sempre...na família, na escola, no trabalho, na vida????? Será que a imprensa não as tem?????? será que não está excedendo, colocando à prova, uma liberdade garantida a tanto custo?????

Essa violência gerada com glamour, desenvolve um processo destrutivo nas mentes menos privilegiadas, vulneráveis e hostis.
As emissoras de TV, não só a Globo em questão, mas todas, revelam o descaso, o poder de influência e persuasão, o desrespeito, semeando uma grande desordem, capaz de colocar a sociedade em risco, criando um verdadeiro caos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Na mala...um chapeu de praia















Essa...vai entrar na faca.
Assim falou, o Dr. X, no hospital de Rio das Ostras.
Cruzes????? Que boca de Lazinha!!!!!!! Que visão ???? Sem nenhum exame prévio?????
Ora...ora, que nada, disse cá para os meus botões, é apenas uma crise aguda da visícula . Bem... tá certo...bota aguda nisso, mas... são elas, as pedrinhas, que querem me tirar do sério.
Isto posto, o médico lavou as mãos. Internada por algumas horas, tomei morfina e outras drogas que foram capazes de mascarar o quadro, e fui liberada.
Voltei a falar com meus botões. _ Não falei????? apenas uma crise, e lá vamos nós para Petrópolis. João Luiz e Antonio Carlos que não me largaram, ficaram satisfeitos, mas, apreensivos.
Esse quadro, que mais parece Cilada do Bruno Mazzeo, aconteceu depois de passar dias inesquecíveis no Orla 500, condominio a beira mar, pertinho de Búzios, já citado aqui, onde meus irmãos tem casa.
Caminhávamos todas a manhãs, pela orla marítima, papeando, ajustando e harmonizando o mundo, eles...sem as mulheres, que ficaram no Rio, por motivos de trabalho, e eu...sem o marido, que não foi pelo mesmo motivo.
Às tardes ensolaradas e tranquilas, ficávamos jogando conversa fora, a beira da piscina, saboreando as delícias dos frutos do mar, especialmente o atum feito com catiiiiigoria na churrasqueira, pelo João Luiz, o mais recente mestre cuca (tem hifem???? sei lá???) da família.
Às noites, os clássicos do cinema, eternos como Casa Blanca,... E o vento levou, e outros, figuravam numa sessão, com direito a pipoca, feita com esmero pela Patricia, minha sobrinha. Jantar a noite, na praia da baleia, em Rio das Ostras, e comer um delicioso bobó de camarão, foi o último passeio, até que se deu o infortúnio acima citado.
Bem...chegando em Petrópolis para o aniversário do meu irmão mais velho José Carlos, subimos ao deck. Aquela paisagem exuberante, cravada na serra , era tudo que eu precisava para amenizar a dor que ainda sentia.
Entretando...não deu outra, fui levada pelo meus irmãos José Carlos e Antonio Carlos, às pressas para o Hospital da cidade, e de lá, só saí no dia seguinte depois de ser medicada para aguentar a viagem, com o compromisso e encaminhamento, para seguir direto ao Hospital dos Servidores em São Paulo, o que foi feito e resolvido.
Estou muito bem agora, graças a Deus, segundo o médico que me operou, foi uma cirurgia difícil, pelo quadro de urgência, mas tudo correu bem.
Sou radical!!!!! da praia direto para o hospital, e na mala...hahahahah...um lindo chapeu de praia.

E agora...meus amores, estou de mala e cuia prontos para viajar, sabem para onde?????? Petrópolis. rsrsrssrsr.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Quando Deus é testemunha














Parada, imóvel, sem ação, assim o ví, sumindo pelos corredores do hospital. Parecia forte, seguro, homem macho de uma geração que não chora. Mas, os nossos 42 anos em comum, me mostrava um menino amendrontado, vulnerável e aterrorizado pelo desconhecido.

Jamais teve uma gripe mais forte sequer, entretanto um câncer de próstata sem aviso chegou.

Através da porta do centro cirúrgico, eu e Deus rezávamos por ele. Fora, uma legião de amigos e parentes faziam o mesmo.

A operação propriamente dita poderia ter corrido normal com sucesso, não fôra por uma falta de oxigenação parecida a uma crise aguda de asma, que o levou à UTI entubado e com aparelhos que apitavam, som conhecido em outros familiares, que me causaram arrepios. Graças a Deus e aos médicos tudo foi controlado, solucionado.

A equipe médica do Hospital dos Servidores, na área da Urologia, demonstrou não apenas competência , mas humanidade. Perspicaz e observador, o médico da UTI, percebendo o meu desespero e da família, assim que retirou o tubo e os aparelhos, nos chamou para que pudéssemos ver que ele já estava consciente. Tirou com as mãos um sofrimento que iria se alastrar noite afora.
Quando entrei, o médico disse:
_ Antonio, vc reconhece quem acabou de entrar????? Ele respondeu:
_ Claro...é a minha gata.
Estava de volta.
Em casa, já recuperado do medo, a certeza de um longo tratamento que deve seguir adiante.

quinta-feira, 5 de março de 2009

R E P E T E C O - Copacabana

Acho... que vale a pena ler de novo.

Os anos passavam devagar naquela época. Dezembro demoraaaava a chegar.

Venceslau me perdia pelos meses das férias escolares, e o Rio descortinava à minha frente como um cenário apoteótico.

Copacabana me recebia por alguns 15 dias, apartamento da minha madrinha Mirthes, e a Ilha do Governador o restante do período, na casa das minhas tias Lourdes e Candoca.

Admirava aquela cidade liiinda, os letreiros luminosos, as lâmpadinhas correndo uma atrás das outras, muuuita tecnologia. As carrocinhas de kibon, o chicabon (como sentia falta dele na minha cidade) , as amendoeiras, as calçadas famosas por seus desenhos, a praia!!!!! ah!!! a praia, eram símbolos de uma cidade acolhedora nos anos 50/60.

Dindinha, Kátia tão pequenininha e linda, e eu, munidas de baldinho, rastelinho, guarda sol, e outros apetrechos, saíamos da Pompeo Loureiro, direto para o posto 6. Era uma aventura.
Lembro-me bem, ainda com meus 12 anos, deixava minha madrinha aos gritos , porque sabendo nadar queria desbravar o oceano.

Ela me enchia de mimos, fazia comidas deliciosas. Passeávamos todas as tardes na Avenida Atlântica, Barata Ribeiro, aquela brisa deliciosa batia no rosto misturando frescor e felicidade. A escada rolante das Lojas Americanas, que eu subia e descia quantas vezes minhas perninhas aguentavam, e o lanche de cachorro quente, eram um parque de diversões.

A cidade enfeitada para as festas era tão deslumbrante, irreal, quase um sonho. Sonho realizado todos os anos, mas sempre como se fôra a 1ª vez. Cidade maravilhosa.
As lembranças do passado são tão fortes e nítidas, que o presente não consegue apagar

Copacabana... princesinha do mar!!!!!!!!