quinta-feira, 2 de junho de 2011

Da fantasia à realidade


































Já registrei aqui a minha viagem à Paris, mas quando relembro daqueles momentos mágicos preciso repassar para os meus amigos.


Um dia desses meu marido estava se deliciando com um musical orquestrado por André Rieu, a valsa do Imperador . Quando olhei de loslaio para o computador (youtube) gritei : Eu conheço esse salão maravilhoso, é o salão dos espelhos do Palácio de Versailles. Estava certa, era. Naquele momento me transportei, vaguei por todo o palácio, toda aquela emoção e encantamento se fez presente novamente, e eu me sentí privilegiada por ter visto in loco toda a beleza da arquitetura, sofisticação, glamour, elegancia e o requinte da história francesa.


Dias depois no canal AXN, assisti Maria Antonieta, com Kirsten Dunst. O filme deixa a desejar na construção dos personagens principais sem expressão e vazios. Faltou história, faltou liga da artista com o personagem, sei lá. O figurino e a trilha sonora bons, mas o que me deixou presa à telinha foi rever o palácio de Versailles, a sala dos espelhos, dos cristais, o quarto dela, a pintura no teto, os jardins deslumbrantes o luxo, a classe , o charme, a sofisticação dos ambientes, já contados e recontados.


Gosto também de assistir o telecine cult para rever as preciosidades do cinema que para mim nem tão antigo são, rsrsrsr. Como presente assisti o filme Cinderela em Paris, com Fred Astaire e Audrey Herpurn. É uma comédia romântica deliciosa e sofisticada, bem light, que já valeria pela dupla central. Fred Astaire simplesmente magnifico, brilhante! Essa cidade possue um encanto próprio, uma magia que envolve emoções, beleza, história, luz própria. Ricardo meu filho, e eu, conferimos toda esse brilho em abril de 2010.


Fiquei arrepiada e emocionada ao vê-los dançar, em lugares por onde passei, "merveilleux", lindos, que na ocasião da minha visita fotografei para eternizá-los na minha memória.

domingo, 8 de maio de 2011

FASES

















Essa foto foi tirada em Buenos Aires/abril/2011

Quando a velhice chega com toda a sua força, ventanias e nevascas, nos faz virar do avesso e desembarcar nas lembranças. Assim, de volta ao passado caminhando passo a passo pelas fases da vida, encontramos as resposta para a mais simples dúvida que tenha ficado no meio do caminho. O tempo que faz girar a infância, adolescência, adulta e velhice tem intensidades variadas, e eu passei e passo, saboreando uma a uma.

Infância: o imaginário infantil vai além das fadas, dos duendes, dos chapeuzinhos vermelho. Nesse universo de fantasias, somos mães, professoras, aeromoças, artistas, personagens que povoam uma cabecinha repleta de criatividade. O cotidiano transborda alegrias, suor e felicidades com garra de quem tem uma vida inteira pela frente. As brincadeiras são intermináveis, uma plantação de mandioca vira uma verdadeira selva nativa, e base para uma gostosa guerra de mamona. Panelinhas com sementes colhidas da Santa Bárbara, árvore alta e frondosa, forma o arroz e o feijão da comadre. Os dias passam compriiiido, devagarinho, os anos uma eternidade, uma década representa uma vida inteira.

Juventude: A adolescência e a juventude passam por um período de indecisão, um bombardeio de situações adversas, revelam mudanças físicas e psíquicas. Entretanto não é um período só de turbulência, é também a fase que afloram os potenciais da paixão, do amor, da esperança, e despertam a busca pela sua própria identidade. O dia é curto para os sonhos e devaneios. Estes são representados como nos romances e ilusões, navegam como nos belos livros de amor. Nessa fase contraditória ganham energias, disposições para festas, torneios, competições, esportes em geral, radicais ou não, artes, enfim... uma correnteza de emoções, um desejo de liberdade profundo. O segredo é focar o caminho, vencer todos os desafios e obstáculos impostos com coragem dedicação e perseverança.

Adulto: Fase em que as escolhas devem ser definidas, definitivas e completas, escolhas estas que deverão nortear toda uma vida, sejam elas corretas ou não. O tempo é implacável, corre como o vento. Na profissão, há a necessidade da escolha ser precisa, para não causar um dano irreparável no futuro. No casamento o certo pode ser incerto, e o incerto pode ser o certo, um enigma sem pistas. Filhos...ahhh!!!!! é o grande sabor dessa fase, nos proporcionam satisfação pessoal, felicidades e muito amor, mas...crescem tão rapidamente que quando abrimos os olhos, cerrados pela sonho da maternidade, já são adultos também.

A velhice chega, filosofando o passado, prepotente dos conhecimentos alcançados, mas... sem o poder de corrigir ou apagar os erros ao longo da rota percorrida. O prazer da liberdade de expressão, de acúmulo de experiências, a independência, a vivência são os principais bens adquirido. As marcas do tempo revelam a beleza natural da vida, maturidade. É a fase mais cheias de controvérsias, ora nos dá a garantia de missão cumprida, ora nos dá a certeza de que poderíamos ter feito melhor, ora nos dá uma falsa convicção de que ainda há todo o tempo do mundo, voltando ao princípio, fechando o círculo da vida.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sangue azul




Ballard era meu bisavô materno. Nasceu Edward Leander Ballard, inglês sofisticado, veio para o Brasil sabe lá pooorquêêê!!!! Conta-se que era aventureiro, desses espíritos inquietos que largam tudo e se embrenham no mundo, cá para nós devia ser a ovelha negra da família.
Casou-se no Brasil e teve 7 filhas, e um filho, ( ao contrário de minha mãe que teve 7 filhos e somente uma filha, eu) uma delas a minha avó, que não conheci. Conhecí apenas a mais nova já bastante velhinha, porem lúcida, brava, autoritária. Tia Alzira branca como o leite tinha os olhos maravilhosamente azuis. Dela ouvíamos a bela história do meu bisavô desenrolar como nos romances. Batia nos braços erguidos e dizia solenemente " Aqui corre sangue azul". Eu ainda criança ficava curiosa, queria ter certeza daquele sangue azul, mas...mas o sangue não era vermelho???? Bem, enfim... nada explicado, nada que eu pudesse entender. Minhas tias e minha mãe também rezavam nessa cartilha, todas diziam, temos sangue azul.

Desde os mais remotos tempos, as gerações de nossa família, cientes de que havia uma herança na Inglaterra para os filhos e netos de Edward Leander Ballard, mobilizavam-se para resgatar esses bens. Ao mexer e remexer nesse assunto morria um herdeiro direto, parava tudo. Voltava a remexer, morria outro, a última tentativa foi a minha geração. Um primo foi à Inglaterra à propósito para a questão, e nos trouxe testamento e um legado que comprovava a veracidade da história, nesse época, morreu o meu tio e padrinho, pessoa queridíssima por todos, diante disso, a família encerrou completamente a questão herança, e nunca mais se falou em Inglaterra, em sangue inglês. Finish (Zé finiiii)

Uma verdadeira maldição inglesa.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reencontros





Formatura






































Aniversário da Leila 2010








































Passados longos cinco anos da nossa luta diante das pranchetas, dos requintados projetos comerciais e residencias, das inesqueciveis e emocionantes aulas de história da arte, exigências do perfeccionista professor de desenho arquitetônico, das espevitadas e descontraídas aulas de cores e tecidos, interessante história do mobiliário, iluminação e paisagismo, formados na Arquitec, reconhecida escola de arte e design, a minha turma se reune no aniversário da Leila na padaria e confeitaria Romana, no bairro Cambui em Campinas, todos os anos em outubro.

Reencontrar as meninas para colocar a conversa em dia, é nutrir a tarde de felicidade, é garantir diversão. Degustamos e apreciamos as delícias da padaria, rimos a valer dos prazeres apimentados das fofocas, lembramos das nossas aulas, dos professores, e a alegria rola legal.
Sou a mãe de todas, mas tratada como se a mesma idade tivéssemos, é legal porque conheço muito bem a geração delas, uma vez que meus filhos possuem a mesma idade.
Gosto de participar dessas reuniões e pertencer a esse grupo especial e democrático.

Valeu meninas, até outubro de 2011. Bjs.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MEDO

















O ano de 2010 começou muito bem para a minha família.

Minha filha e meu filho mais novo se estabilizaram profissionalmente, e garantiram um ano com sucesso. O meu outro filho se estabilizou emocionalmente e seguiu sem problemas.

Meu neto apaixonou-se e apresentou oficialmente a sua namorada à família.

Em meados de abril consegui realizar um sonho eterno e conheci Paris, a minha grande paixão.

Em outubro com dois irmãos e família, meu marido e eu, fomos conhecer Buenos Aires, e no Sr.Tango ele pode realizar seu sonho de ver in loco o tango argentino, e mais... representá-lo em foto no Caminito.

Bem...a felicidade rolava solta, tudo parecia perfeito, e estava. Entretanto um medo me perseguia, mas...medo do que??????? Nada poderia abalar a perfeiçao familiar, os projetos de lazer, de viagens, de futuro. Mas... ao chegarmos de Buenos Aires, a confirmação de problemas sérios de saúde da minha filha, e do meu irmão mais velho, nos tirou o chão. Em dezembro no dia de natal, meu querido irmão nos deixou para sempre, e minha filha em tratamento, aguarda um transplante de rim.

Aquele medo era real e soou todo o tempo como uma alerta. Embora, certa de que esses casos ocorrem sem avisar, e não tem data marcada, viver uma fase boa entremeada com um medo constante, foi desgastante. Diante dessas circunstância, lembranças felizes da minha infância, dos meus pais, dos paparicos das minhs tias, casamento, filhos pequenos, filhos adolescentes, da felicidades que brotava sem medo, vieram a minha mente como um avalanche de emoções de um doce passado. Ohhh!!!!! God!!!!!!! Quero minha alegria de volta.
Na esperança de dias melhores, na paz e conforto das vítimas dessa tragédia gigantesca que assolou o país, que essas catástrofes de janeiro não sigam mais uma rotina de início de ano, rogo a Deus para que 2011 seja um ano bem aventurado,
Sem MÊDO.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Carta de adeus











Jose Carlos,
Antonio Carlos,
Eu
Luiz Fernando











Branca de Neve
e os sete anões




















Estou abraçadinha com ele, da direita: Mario Jorge, João Luiz, Luiz Fernando, Antonio Carlos e Paulo Roberto, ausente Francisco Gabriel. Reveillon 2009







Abraçadinha com ele,
aniversário dele 2008






Meu querido
Esteja onde estiver receba essa carta que escrevo com muito amor.
Voce foi especial em nossas vidas, presenteou a nossa família com seu amor, carinho, alegrias e sempre muita dedicação.

Falar sobre vc, contar sobre nossas farras da infância e juventude já o fiz em outros textos aqui mesmo nesse blog. Todavia posso garantir que foi pouco, porque com toda a sua energia, determinação, coragem, ousadia de abraçar a vida com paixão, foi um vencedor, fez do impossível o possível na caminhada da vida.

Nessa trajetória foi feliz, viveu rodeado da família e amigos. Viveu dois casamentos, diferentes mas...verdadeiros e foi coroado nos dois. Os filhos, de sangue ou não estavam lá, chorando copiosamente o adeus.

Nossos pais deixaram um legado de união entre nós (a união da Branca de Neve e os sete anões) que se fortaleceu ao longo da vida. O amor e o respeito que sempre senti por vc é grande demais.
José Carlos, meu irmão querido, nós o perdemos nosso mestre, o vazio que deixou jamais será preenchido, a falta que faz é tão grande que meu coração chega a doer. Voce...com seu carisma e charme deixa uma legião de pessoas mutiladas na dor. Contudo sei que agora sem as fortes dores e transbordando alegria, está sendo festejado e celebrado por nossa família que tb já nos deixou.

As lembranças serão fortalecidas a cada dia, e as saudades...ahhhh!!!!!!!!! serão eternas.
Beijos, muitos beijos meu irmão, para sempre.
Da sua única irmã
Maria Helena

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Que tudo a media luz... ( parte I)






























































































































































































































Making of
Tunico e eu no aeroporto de São Paulo.
Seguimos juntos rumo `a Buenos Aires com a minha tchuuurrrma, Paulo Roberto, Glória, João Luiz, Keiko, Cristiane (Tiane) e Bianca que vieram do Rio, com escala em São Paulo.
O Tunico que não anda nem em teleférico, ao se acomodar no avião, morrendo de medo, em posição fetal (rsr) falava baixinho: _ Mooooço não faz isso comigo não!!!!???? rsrssrs
Brasil e Argentina são rivais para todo o sempre e a causa é bem simples, o futebal. Como disse o cantor argentino Fernando Soler, se não fosse "la pelota" nós nos amaríamos loucamente.rsrs
Meu marido é apaixonado pelo tango, fomos apreciá-lo no maravilhoso Sr.Tango. Um espetáculo deslumbrante em que a história da Argentina desenrola como uma ópera, na dança, no canto, no ritmo sensual e sedutor do tango. O jantar delicioso e especial foi servido com todo o requinte da casa.
O show é montado para brasileiros, e a casa repletas de nóis quase vinha abaixo quando alguém se identificava.
Viajar com marido, irmãos, cunhadas e sobrinhas tudo fica bonito e divertido
Fomos almoçar no Puerto Madero, antigo cais. Renovado, os docks foram transformados em um belíssimo complexo de excelentes restaurantes e sofisticados lofts residenciais que conservam a arquitetura estilo inglês. E sem dúvida, um dos pontos turísticos com maior destaque que a cidade oferece. A ponte La Mujer revela uma arquitetura moderna e prática, é obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e representa um casal dançando tango. A minha sobrinha Cristiane que é arquiteta, ficou emocionada e eufórica ao ver diante de seus olhos real e palpável, obra de estudos teóricos, comportamente que lembrou o meu filho Ricardo que também é arquiteteto, ao ver diante de si o grande Arc la Defense, em Paris.
Interessante e charmoso é o jardim japonês, meigo como uma gueixa apresenta toda a beleza oriental, e no lago gordas carpas desfilam seu colorido.
O Caminito é um capítulo a parte, localizado no bairro pobre La Boca, onde fica o famoso Boca Jr. é alegre, popular e descontraído. Sou fascinada pela dança em geral, ela me dá energia e não é preciso muita pilha para eu me jogar na pista, então... diante desse quadro e o convite para dançar, lá fui eu brincar e arriscar alguns passos desse famoso e provocante ritmo portenho. Paguei o mico, fazer o que???? Entretanto o Toninho não ficou atrás, com uma bela dama e pose de argentino fez sucesso.

A casa Rosada em luto estava quieta e triste, mas podemos presenciar a troca da guarda e fotografá-la para a posteridade, assim como a Praça de Maio com pouca mobilização popular, mas com muitos turistas. Vimos tudo e registramos também, as belas ruas da Ricoleta, a praça Serrano em Palermo cheia de barzinhos, a flor metálica ao lado da faculdade de Direito, o bairro Santelmo, um museu com exposição de Silvia Rivas sobre Zumbidos, e outros pontos da cidade com o city tour, a pé e de taxi.
Ficamos muito bem localizados pertiiiinho da Av. 9 de julho, imensa e famosa, na Rua Corrientes para satisfação do meu marido que gosta do tango A Média Luz ( Corrientes 348, quem sobe ao 2ºandar...) fomos conferir. Para nossa surpresa esse nº 348 nunca existiu um cabaré, e hoje é um estacionamente, mas por causa da música o dono o identificou com um letreiro bem próprio da época. Próximo ao hotel na rua Florida, um dos pontos básicos para compras de presentes e souvenir fizemos a festa, compramos todas aquelas bugigangas. Fomos a uma rua (esqueci o nome) repleta de marcas famosas, comprei os tão sonhados cachemir.
O povo argentino é rude como o próprio ritmo forte e agressivo do tango, mas... respeita os turistas, e tem consciência da importancia deles.
Foi uma viagem agradável, embora poucos dias mas valeu pela alegria, diversão e felicidade dos familiares que foram.

Em breve... a parte II