sábado, 16 de janeiro de 2010

Começar de noooovo.

































Graças a Deus, podemos começar de novo.
O Ano iniciou me presenteando.
Passei o reveillon e permaneci por mais alguns dias no paraiso encantado do Orla 500, que pertence a Cabo Frio mas fica encostadiiiinho em Búzios, local agradável onde meus irmãos tem casa de praia, e que passamos todos os anos.

A festa foi divertida, como sempre na casa do João Luiz. Comemos, bebemos, contamos "causos de Venceslau", dançamos e fizemos as pazes com a vida. Este ano tivemos uma presença muito importante, nossa prima Beth que ainda mora em Venceslau resolveu nos visitar. Ela com seu jeito único, peculiar, entrou no clima e divertiu o povo, mesmo sem conhecer parte desse povo.
Caminhar na praia, mergulhar nas ondas do mar, era o nosso passeio matinal, composto por Antonio Carlos, Paulo Roberto, João Luiz, Mário Jorge, Glória, Beth, Toninho e eu. Dessa tchurma a mais novinha é a Glória que já passou dos 50, rsrsrs.
Voltei para Campinas refeita e energizada, para garantir boas vibrações para 2010.
Ao chegar, soube da contratação da Vivinha (A casa da mãe Joana) por uma escola muito conceituada em Campinas, passando por um processo seletivo bastante competitivo. Está engatilhado ainda a possibilidade de outra escola, por ter passado inicialmente em uma prova difícil, mas ainda continua em fase de seleção, aulas testes, entrevistas, estas coisas. Estou feliz, eu tinha certeza da competência dela.
Por esse inicio tão especial, agradeço a Deus e Nossa Senhora, e espero que 2010 transcorra com essa maré de sorte e bençãos divinas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ZILDA ARNS NEUMMAN


Sem alarde, quieta e sem pompas, passou pela vida.

Sua morte trágica veio para marcar sua história, sua missão contra a desnutrição e morte infantil, e ações humanitárias contra a pobreza. Uma obra de amor ao próximo.

Uma brasileira que nos enche de orgulho, carismática, especial , um privilégio para o Brasil.

Doutora...obrigado.

Descanse em paz.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A turma da história














Nessa foto falta o irmão caçula, mas naquela época era bebê, não entrou na história.

As lembranças da infância invadem nossas mentes de forma tão cristalina, que chega a nos dar a sensação de que acabou de acontecer.

Aguardávamos as férias, conforme já relatei em "A Batalha de Mamona" postada em 27/11/2007 , com uma ansiedade que doia. Tia Lourdes e José Carlos meu irmão mais velho, chegava em Venceslau para completar nossa felicidade.

Tia Lourdes com seu eterno auto astral, nos deixava eufóricos com os presentes que trazia do Rio e a abertura da mala era aguardada com entusiasmo. Meu irmão era um ídolo para nós, e um orgulho para meus pais, a sua chegada nos enchia de alegria e a certeza que teríamos um mes de brincadeiras, de contos... de cantos, de muito lazer e prazer.

Mamãe se esmerava na arrumação da casa, e papai fazia o melhor para não faltar nada na despensa.
A nossa história é sobre uma linda e apetitosa melancia.

E foi assim...

Papai comprou uma melancia, e deu a tarefa de cortá-la para nosso famoso visitante, o próprio, o irmão mais velho. Nossos olhares se cruzaram porque aquilo significava problema, não seria uma boa idéia, era sabido que ele iria aprontar. Estávamos certos.

De soslaio e rindo muito nos disse:
_ Estou cortando a melancia ao meio, estão veeendo??? Aprendam como estou fazendo.
Ocasião propícia para desenvolver seu lado professor e nos ensinar a metodologia de se cortar uma melancia.
Lançou um olhar, muito nosso conhecido, um olhar que nos dava a certeza que, seríamos enganados. Mas nada era possível fazer diante de um mestre tão perfeito.

Atentos, e em volta dele, aguardávamos a nossa dita parte.

Uma das metades foi divididas melimétricamente em partes iguais e distribuidas. Recebemos e saboreamos a fruta deliciosa.

_ Terminei, quero mais disse.
_ Ah...é?????? Vem pegar???????

Com um sorriso malandro, pegou a outra metade da melancia e saiu correndo. Corremos atrás dele, rindo e gritando, numa algazarra que fazíamos com categoria. Afinal eramos muitos.
Certos momentos parava, olhava, fingia que comia, para nos dar vontade, e corria novamente num gesto provocativo, instigante. Corríamos de um lado para o outro, tropeçava, caia, levantava e corria, até o cansaço dominar.

Depois dessa corrida e luta insana, jogamos a toalha, nossas perninhas não aguentavam mais.
Então, nosso protagonista sem pressa, bem devagarinho, e cheio de moral, foi dividindo melimetricamente em partes iguais a outra metade da melancia mais disputada da história.

Ação realizada por um amor fraterno intenso, com tempero de ternura.
Uma figura incrível, carismática, e muito amado, mil beijos para ele.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Panetone de cereja




A chuva passou. O sol brilhante surgiu convidativo.

Fui à padaria. Comprar pão de manhã é um sacrifício, detesto, mas... com um dia assim lindo, despontando às 9:00h, que parecia jogar e ganhar da chuva, arrisquei.
Entrei. Pedí um caseiro e dois comuns (francês).
Uma funcionária mecanicamente me serviu. Ao meu lado no balcão uma travessa de panetones para degustação. Adoro panetones, não resistí e comi um pedaço.
_Quanto custa esse panetone????
_É de cereja, respondeu a dita funcionária.
_Quanto custa??????
A mesma virando em direção de outra, falou:
_Maria, o preço do panetone de cereja????
_Sei informar não.
Maria virou e continuou seu trabalho.
Fiquei plantada esperando a resposta. Nada. Falei novamente.
_ Quanto custa o panetone de cereja?????
Abaixando no balcão a "mulé" pegou um chocotone e disse.
_Esse chocotone cuuuusta.......
Não esperei que terminasse, afinal eu não queria chocotone ora...bolas. Falei novamente:
_Quero saber o preço desse que experimentei??????
Abaixando novamente no balcão, pegou um outro e disse:
_ Esse normal cuustaaaa........
Olhei bem firme nos olhos dela, o meu olhar de indgnação foi significativo, rsrrsr,  pois a dita guardou o "mardito" panetone rapidinho. Saí logo, antes que meu lado Pinto Guedes surgisse das profundezas.
Fui embora aguada, com vontade de comer o PANETONE DE CEREJA.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Um sonho

















Alimentar um sonho impossível, não é perfil de ariana que sou. Pendencias não é meu forte , gosto de realizações, mas a França era algo tão perto e tão longe que eu não saberia explicar,mas gostaria imensamente de conhecê-la.

Paris, para mim era um passado muito longínquo, sensibilidade aflorada, de um saudosismo como se lá estivera um dia, algo forte, sem entendimento prático.
Nessa vida, sentia a distância não apenas geográfica, mas a possibilidade de realização tão distante quanto.

O prazer ficava tão somente em cantar a "Marseillaise", as canções infantis, ver as fotos e TV, da Champs Elysees iluminada e magnífica nos finais de ano. Até que o Ricardo, meu filho, sabedor dessa antiga vontade, entrou em ação, e o sonho não só se tornou possível, como real.
Voarei entrelaçada entre sonho e realidade, no dia 22 de abril de 2010.
Tenho certeza que nós, ele e eu, faremos uma viagem maravilhosa, porque somos sintonizados nas beleza das artes, arquitetura, e transformamos nossos dias em diversão. Simbiose de amor.

Paris, me aguarde, abrirei meus bracinhos (curtos segundo a minha filha Vivien) em frente o
L´Arc du Triomphe na Champs Elysees e direi em voz alta: "Je suis ici".

Notem que o nome da minha filha é frances, não é por acaso, foi escolha mesmo.

Sei que hoje em dia viagens desse porte já faz parte do cotidiano do povo, mas para mim é muito mais do que isso é uma sensação de visitar e conhecer algo, já conhecido.

C´est la vie. Vive la France.

domingo, 8 de novembro de 2009

Aluna X Faculdade




Julgar sem conhecimento verdadeiro, apenas com fatos divulgados pela imprensa, é complicado, difícil e com possibilidades de falhas, muito grande.
Entretanto é o que eu tenho, e dessa forma vou opinar para mostrar minha indignação.

No meu entender (posso estar errada) houve uma carreiras de erros: da administração da Faculdade, dos alunos selvagens, e da própria menina.

Por trabalhar durante anos em administração escolar, fiquei inconformada com a atitude da Faculdade em expulsar a aluna. Atitude intransigente, decisão equivocada, autoritária, e provavelmente sem base legal.

A selvageria demonstrada pelos alunos moralizadores, em nada condiz com o Brasil moderno, atual, diverso. A mim me pareceu uma volta aos tempos, que atirem a primeira pedra.

Quanto à aluna, tenho minhas resalvas, não a coloco na condição de vítima, que para mim, não é.
Falo sobre comportamento, regras sociais, não apenas sobre o comprimento da saia da mesma.
Acho que foi infeliz, prejudicou uma instituição, provavelmente arranhou sua vida familiar.

Retrocesso que coloca à prova o futuro do país.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

22º andar - edifício "A Noite"













Sentada, comportada, ao lado da minha prima Vera Maria, esperava com ansiedade o famoso programa Cesar de Alencar. Estávamos alí para ver Emilinha Borba, a cantora idolatrada por ela.

Eu tinha uns oito anos, se não me engano, e para mim, tudo aquilo parecia encantado, diferente, irreal. Cesar de Alencar, figura interessante, magro, comprido, nem bonito nem feio, mas de uma competência de palco, que fazia juz à fama. Por anos ele comandou esse programa de auditório.
Emilinha e Marlene eram as grandes estrelas da Radio Nacional.

Quieta, sem entender o que eu fazia alí, olhava ao redor, com as mãos nos ouvidos. O barulho era ensurdecedor, aquelas bocas imensas, vermelhas e abertas, faziam uma arruaça que hoje se assemelham as infernais cornetas dos campos de futebol, mas tinha uma pitada de glamour que eu gostava.

Uma escadinha de 3 degraus, imensa na minha visão de criança, separava o palco do auditório, e eu não pensei duas vezes, instalei-me ali.

_ Com voceeeessss!!!!!!!!....... Emiliiiiiiinha Boooooorrba.
Ela era linda, uma deusa. Cantar????? bem...era querer demais, mas... o povo gostava. O auditório parecia que vinha abaixo, e nós estávamos no 22º andar.

Depois da apresentação, minha prima me deu uma foto da artista e falou, corre atrás dela.
Falou a palavra mágica, atravessei o palco, os corredores, um verdadeiro labirinto, mas achei a famosa em uma saleta. Charmosa, conversava com a cantora Nora Ney, e ao me ver plantada na porta me chamou, e ganhei um abraço e um beijo tão carinhoso que jamais esqueci.
Autografou a foto que guardo até hoje.

Passada a febre da era do rádio, Emilinha sem a coroa, sem o prestígio de outrora, tornou-se amiga de minha prima Vera Maria, amigas inseparáveis.

Foi a era de ouro da Radio Nacional.