quinta-feira, 28 de maio de 2009

Contrastes











Gosto de novela.

Sou fã da Globo nesse quesito, pela garantia de uma produção bem feita, preparada com competência, pelo farto elenco nota 10 e pelo histórico que essa emissora, ao longo desses anos apresentou.

Entretando o horror da cena de violência do Zeca, personagem vivido por Duda Nagle e sua gangue, no capítulo do dia 25/05, pelo realismo como foi dirigida, me chocou profundamente. Um verdadeiro horror se instalou. Fiquei apavorada, como se estivesse vivendo aquele pesadelo, em uma praça qualquer.

Enquanto legiões de pessoas movimentam a alma, com campanhas, passeatas e palestras em prol da paz, para harmonizar o mundo, outras destroem todo um trabalho de conscientização, com apenas uma imagem. O estrago feito por uma emissora de TV, com apenas alguns segundos no ar, é desolador.

Sei que lutamos por essa liberdade da imprensa, que é a voz da nação, mas fico pensando...viver em sociedade não exige regras???? Desde sempre...na família, na escola, no trabalho, na vida????? Será que a imprensa não as tem?????? será que não está excedendo, colocando à prova, uma liberdade garantida a tanto custo?????

Essa violência gerada com glamour, desenvolve um processo destrutivo nas mentes menos privilegiadas, vulneráveis e hostis.
As emissoras de TV, não só a Globo em questão, mas todas, revelam o descaso, o poder de influência e persuasão, o desrespeito, semeando uma grande desordem, capaz de colocar a sociedade em risco, criando um verdadeiro caos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Na mala...um chapeu de praia















Essa...vai entrar na faca.
Assim falou, o Dr. X, no hospital de Rio das Ostras.
Cruzes????? Que boca de Lazinha!!!!!!! Que visão ???? Sem nenhum exame prévio?????
Ora...ora, que nada, disse cá para os meus botões, é apenas uma crise aguda da visícula . Bem... tá certo...bota aguda nisso, mas... são elas, as pedrinhas, que querem me tirar do sério.
Isto posto, o médico lavou as mãos. Internada por algumas horas, tomei morfina e outras drogas que foram capazes de mascarar o quadro, e fui liberada.
Voltei a falar com meus botões. _ Não falei????? apenas uma crise, e lá vamos nós para Petrópolis. João Luiz e Antonio Carlos que não me largaram, ficaram satisfeitos, mas, apreensivos.
Esse quadro, que mais parece Cilada do Bruno Mazzeo, aconteceu depois de passar dias inesquecíveis no Orla 500, condominio a beira mar, pertinho de Búzios, já citado aqui, onde meus irmãos tem casa.
Caminhávamos todas a manhãs, pela orla marítima, papeando, ajustando e harmonizando o mundo, eles...sem as mulheres, que ficaram no Rio, por motivos de trabalho, e eu...sem o marido, que não foi pelo mesmo motivo.
Às tardes ensolaradas e tranquilas, ficávamos jogando conversa fora, a beira da piscina, saboreando as delícias dos frutos do mar, especialmente o atum feito com catiiiiigoria na churrasqueira, pelo João Luiz, o mais recente mestre cuca (tem hifem???? sei lá???) da família.
Às noites, os clássicos do cinema, eternos como Casa Blanca,... E o vento levou, e outros, figuravam numa sessão, com direito a pipoca, feita com esmero pela Patricia, minha sobrinha. Jantar a noite, na praia da baleia, em Rio das Ostras, e comer um delicioso bobó de camarão, foi o último passeio, até que se deu o infortúnio acima citado.
Bem...chegando em Petrópolis para o aniversário do meu irmão mais velho José Carlos, subimos ao deck. Aquela paisagem exuberante, cravada na serra , era tudo que eu precisava para amenizar a dor que ainda sentia.
Entretando...não deu outra, fui levada pelo meus irmãos José Carlos e Antonio Carlos, às pressas para o Hospital da cidade, e de lá, só saí no dia seguinte depois de ser medicada para aguentar a viagem, com o compromisso e encaminhamento, para seguir direto ao Hospital dos Servidores em São Paulo, o que foi feito e resolvido.
Estou muito bem agora, graças a Deus, segundo o médico que me operou, foi uma cirurgia difícil, pelo quadro de urgência, mas tudo correu bem.
Sou radical!!!!! da praia direto para o hospital, e na mala...hahahahah...um lindo chapeu de praia.

E agora...meus amores, estou de mala e cuia prontos para viajar, sabem para onde?????? Petrópolis. rsrsrssrsr.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Quando Deus é testemunha














Parada, imóvel, sem ação, assim o ví, sumindo pelos corredores do hospital. Parecia forte, seguro, homem macho de uma geração que não chora. Mas, os nossos 42 anos em comum, me mostrava um menino amendrontado, vulnerável e aterrorizado pelo desconhecido.

Jamais teve uma gripe mais forte sequer, entretanto um câncer de próstata sem aviso chegou.

Através da porta do centro cirúrgico, eu e Deus rezávamos por ele. Fora, uma legião de amigos e parentes faziam o mesmo.

A operação propriamente dita poderia ter corrido normal com sucesso, não fôra por uma falta de oxigenação parecida a uma crise aguda de asma, que o levou à UTI entubado e com aparelhos que apitavam, som conhecido em outros familiares, que me causaram arrepios. Graças a Deus e aos médicos tudo foi controlado, solucionado.

A equipe médica do Hospital dos Servidores, na área da Urologia, demonstrou não apenas competência , mas humanidade. Perspicaz e observador, o médico da UTI, percebendo o meu desespero e da família, assim que retirou o tubo e os aparelhos, nos chamou para que pudéssemos ver que ele já estava consciente. Tirou com as mãos um sofrimento que iria se alastrar noite afora.
Quando entrei, o médico disse:
_ Antonio, vc reconhece quem acabou de entrar????? Ele respondeu:
_ Claro...é a minha gata.
Estava de volta.
Em casa, já recuperado do medo, a certeza de um longo tratamento que deve seguir adiante.

quinta-feira, 5 de março de 2009

R E P E T E C O - Copacabana

Acho... que vale a pena ler de novo.

Os anos passavam devagar naquela época. Dezembro demoraaaava a chegar.

Venceslau me perdia pelos meses das férias escolares, e o Rio descortinava à minha frente como um cenário apoteótico.

Copacabana me recebia por alguns 15 dias, apartamento da minha madrinha Mirthes, e a Ilha do Governador o restante do período, na casa das minhas tias Lourdes e Candoca.

Admirava aquela cidade liiinda, os letreiros luminosos, as lâmpadinhas correndo uma atrás das outras, muuuita tecnologia. As carrocinhas de kibon, o chicabon (como sentia falta dele na minha cidade) , as amendoeiras, as calçadas famosas por seus desenhos, a praia!!!!! ah!!! a praia, eram símbolos de uma cidade acolhedora nos anos 50/60.

Dindinha, Kátia tão pequenininha e linda, e eu, munidas de baldinho, rastelinho, guarda sol, e outros apetrechos, saíamos da Pompeo Loureiro, direto para o posto 6. Era uma aventura.
Lembro-me bem, ainda com meus 12 anos, deixava minha madrinha aos gritos , porque sabendo nadar queria desbravar o oceano.

Ela me enchia de mimos, fazia comidas deliciosas. Passeávamos todas as tardes na Avenida Atlântica, Barata Ribeiro, aquela brisa deliciosa batia no rosto misturando frescor e felicidade. A escada rolante das Lojas Americanas, que eu subia e descia quantas vezes minhas perninhas aguentavam, e o lanche de cachorro quente, eram um parque de diversões.

A cidade enfeitada para as festas era tão deslumbrante, irreal, quase um sonho. Sonho realizado todos os anos, mas sempre como se fôra a 1ª vez. Cidade maravilhosa.
As lembranças do passado são tão fortes e nítidas, que o presente não consegue apagar

Copacabana... princesinha do mar!!!!!!!!


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Vivinha em comunicação.









Trriiiiimmmm....trrimmm...
_ Aaalô...
_Mãe...olha só, eu queria pintar o muro do quintal, talvez nos tons de tijolo, ocre. O que voce acha????
_Nãããão!!!!!!????? O piso do quintal é de cerâmica vermelho, e no espaço reservado para o jardim prevalece o verde, essas cores vão entrar em choque, a minha sugestão é uma cor neutra, o palha, ou o pérola com branco, para não poluir demais. O foco, o destaque vai para o jardim, não a parede.
É verdade!!!! não tinha pensado nisso.
_Mãe, depois a gente resolve, tá ???? Bjs

Trirrmmmm....trrimmm...
_ Aaalô...
_Acho que vou fazer o lavabo primeiro.
_Jesus!!!!! bem...sendo assim temos que chamar o marceneiro para orçar a bancada da pia.
_Mas a porta, vai ser cara néé´??? Eu quero uma bem bonita.
_Mãe, depois a gente resolve, tá ???? Bjs.

Trrrimmm...trrrim....
_Aaalô...
_Mãe...o Daniel quer fazer um desenho na parede do quarto dele, acho que seria melhor...
_Viviiiiinha!!!!! Cristo Redentor...o meu feijão está queimando!!!!! Depois a gente resolve, tá????
rsrsrsrsr, tchauuuuu, rsrsrsr.

Design de interiores, soooofre. hahahah!!!!!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Presente








Homenagem que recebi de Carolina , o que me deixou muito feliz, porque é a mais recente amiga virtual, e dona de um belo blog.
Aqui estão as regras:

1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar.
2- Poste o link do blog que te indicou. Item super importante.
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

Os escolhidos são:
Carlos
JFaria
Lidiane
Lord
Magui
Nadja
Nando
Rosamaria
Sonho meu
Vivinha

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Humor negro
















Quando a neve começa a cair nos cabelos, a reflexão sobre a vida se torna gradual, porém constante.

O balanço é feito, de forma a pesar, o que de verdadeiro ficou, o que de verdadeiro valeu a pena.

Há uma pessoa que não se dá conta disso, não enxerga que a vitória da vida, é a somatória dos bons resultados. Dos momentos de dedicação absoluta, da leveza dos sentimentos. Tudo seria muito mais fácil e perfeito, se pudesse entender, que o tempo é sábio, que oferece oportunidades de valorizar as ações do coração, com carinho e compreensão.

Essa pessoa, enfrenta uma situação que a coloca à prova, testada, chance para um crescimento espiritual, mas o coração continua endurecido e maledicente. Usa a prática do humor negro, faz ofensas gratuitas, sem direção.

Na esperança que um dia, desenvolva o exercício do bem, que se torne um diferencial nas futuras atitudes, e descubra a fonte do amor verdadeiro, desejo que cresça, amadureça, para não ferir gratuitamente pessoas, que não tem como princípio, ofender nem destratar ninguem.

Seja gente no verdadeiro sentido da palavra.