Acho... que vale a pena ler de novo.Os anos passavam devagar naquela época. Dezembro demoraaaava a chegar.
Venceslau me perdia pelos meses das férias escolares, e o Rio descortinava à minha frente como um cenário apoteótico.
Copacabana me recebia por alguns 15 dias, apartamento da minha madrinha Mirthes, e a Ilha do Governador o restante do período, na casa das minhas tias Lourdes e Candoca.
Admirava aquela cidade liiinda, os letreiros luminosos, as lâmpadinhas correndo uma atrás das outras, muuuita tecnologia. As carrocinhas de kibon, o chicabon (como sentia falta dele na minha cidade) , as amendoeiras, as calçadas famosas por seus desenhos, a praia!!!!! ah!!! a praia, eram símbolos de uma cidade acolhedora nos anos 50/60.
Dindinha, Kátia tão pequenininha e linda, e eu, munidas de baldinho, rastelinho, guarda sol, e outros apetrechos, saíamos da Pompeo Loureiro, direto para o posto 6. Era uma aventura.
Lembro-me bem, ainda com meus 12 anos, deixava minha madrinha aos gritos , porque sabendo nadar queria desbravar o oceano.
Ela me enchia de mimos, fazia comidas deliciosas. Passeávamos todas as tardes na Avenida Atlântica, Barata Ribeiro, aquela brisa deliciosa batia no rosto misturando frescor e felicidade. A escada rolante das Lojas Americanas, que eu subia e descia quantas vezes minhas perninhas aguentavam, e o lanche de cachorro quente, eram um parque de diversões.
A cidade enfeitada para as festas era tão deslumbrante, irreal, quase um sonho. Sonho realizado todos os anos, mas sempre como se fôra a 1ª vez. Cidade maravilhosa.
As lembranças do passado são tão fortes e nítidas, que o presente não consegue apagar
Copacabana... princesinha do mar!!!!!!!!





