domingo, 14 de dezembro de 2008

Mimo
















Este mimo recebi da Rosamaria , amiga que tenho muita vontade de conhecer pessoalmente, uma blogueira que procura sempre presentear meu blog. Fico imensamente feliz com todo esse carinho, e agradecida pelas lembranças.

A Rosamaria é uma blogueira participativa, solidária, sempre envolvida com causas sociais, uma pessoa envolvente, e uma blogueira fantástica.

Obrigado Rosamaria .

O idealizador deste mimo, nos diz que devemos ao recebe-lo, falar algo sobre quem nos ofereceu, e repassar para 9 amigos blogueiros
Preparar...

JFaria
Lidiane
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Nando
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Vivinha

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Apenas um chinelo de natal













No saguão de um órgão público de Campinas, havia uma ávore de natal.

Dessas, que não tem enfeites brilhantes, coloridos, chamativos, que representam um natal farto e alegre. Era uma árvore simples, opaca, sem brilho, sem laçarotes, nenhum colorido, mas repleta de cartões. Impressos alí, estavam todas as esperanças que uma criança pode querer do Papai Noel. A felicidade, o desejo de receber um presente, uma bonequinha, um carrinho , quem sabe um carinho, talvez um beijo.

Recolhi dois apenas, mas com o coração cheio, para abraçar aquela árvore.

Dois, de uma mesma instituição, um menino de 6 anos, e uma menina de 4 anos, ambos não fizeram nenhum pedido específico. Porem devem estar sonhando, pensando, fazendo planos.
Desejo preencher o natal dessas crianças, com muitas alegrias.
Tinha um cartão de um adolescente de 15 anos, que pediu um chinelo. Um chinelo???? Fiquei parada, sem fala, para ter certeza se era mesmo um chinelo, o pedido de natal.
Por alguns minutos, sentí meu coração disparar. Era comoção.

Tudo que ele pediu de natal... um chinelo. Por um motivo maior, não pude tirá-lo, porque fui chamada ao atendimento que me levou àquela repartição, quando voltei o pedido já tinha sido retirado.

Pensei, como a gente blasfema, desvaloriza a própria vida, e desconhece o real motivo para isso.

Farei deste natal, aos meus afilhados adotivos, um dia muito feliz e inesquecível.

domingo, 23 de novembro de 2008

REPETECO ( A campanha da mamãe )
















Resolvi voltar para Campinas depois de passar uma temporada no Rio, visitando meus pais, meus irmãos, curtindo a cidade maravilhosa, e minha mãe decidiu vir comigo.
Havia chovido muito na véspera, e o dia continuava nublado, mas nada que pudesse prejudicar nossa viagem. Tudo parecia perfeito, tranquilo, mamãe e eu "trançávamos um tricô" até a parada habitual do ônibus.

O restaurante bastante movimentado, não tirou o bom humor dela. Fizemos um lanche, tomamos um sorvete, delícia que não desprezava, voltamos e nos acomodamos nas poltronas, esperando o horário da saída.
As horas foram passando, passando, as pessoas começando a reclamar, e nada, o ônibus não saia. Depois de algum tempo a empresa através do motorista mandou um comunicado, dizendo que havia caido uma barreira na estrada e não dava para passar, e que iríamos voltar para o Rio.

Alguns passageiros, provavelmente com medo, aceitaram a proposta da empresa para voltar , entretanto a maioria não , e mamãe era uma delas.
Ela era uma lady, uma vovozinha às antigas, composta com seu colar de pérolas, descendência inglesa que muito se orgulhava, mas... tinha o sangue quente, veia portuguesa, e resolveu agir. Plantou-se na entrada do ônibus, usou de palanque a escadinha, e começou a discursar, arrebanhando os indecisos. Eu não sabia o que fazer, era arriscado impedir, deixei.

- Nós viemos aqui, para fazer um lanche?? Falava fazendo gestos levando as mãos à boca, a la Renato Aragão.

_Eu paguei a passagem para Campinas, não vou voltar para o Rio, vou para Campinas...e ninguem vai me impedir ... e foi por aí a fora.

Os passageiros vendo aquela mulher de cabelos brancos, com mais de 80 anos, fazendo aquela arruaceira toda, se uniram à ela, e aos brados, braços estendidos ao alto, gritavam :

_Vamos para Campinas, vamos para Campinas de qualquer jeito!!!

Ganharam. Mamãe foi ovacionada.
A empresa mudou o itinerário , passamos por lugares jamais conhecidos, perigosos até, mas chegamos em Campinas sãos e salvos.

Foi cômico, ela era osso duro de roer.

domingo, 2 de novembro de 2008

Os donos do mundo

















Gostar dos americamos em geral, não gosto. São pedantes, arrogantes, presunçosos, tudo que desprezo em alguém. Entretanto por mais que isso me cause constrangimento, sou obrigada, a admitir que "são os donos do mundo".

Eu só não entendo o seguinte, quando a economia norte americana está de vento em popa... é exclusiva, é deles e ninguém tasca. O inverso, ou melhor quando fazem besteira, e cria-se uma crise imensa pela própria incompetência, o mundo todo sofre. EU SÓ QUERIA ENTENDER.

A eleicão americana é a bola da vez, hoje em dia não se fala em outra coisa, a não ser o tão esperado evento. Retrógrado no quesito eleição, usam ainda métodos arcáicos e ineficazes, e tentam justificar que é o melhor. O fato do Brasil sair na frente com tecnologia e rapidez, méritos reconhecidos, já algum tempo, os donos do mundo, com descaso ignora, para não valorizar um país emergente.

Bem...se são tão importantes para o mundo assim, que o azul vença o vermelho (eles só conhecem essas cores), e Deus ilumine Obama, para que o um dia essa nação, seja um orgulho de fato, não como o dono, mas representar o mundo.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

E foi assim...











Assistindo TV algumas semanas atrás, creio que até passado um mês, em uma reportagem qualquer, fiquei admirada com a iniciativa de colocarem nos estações do metrô, pianos, para o deleite dos que por lá passavam.

_ Noooossa!!!!!! Se fosse aqui em Campinas, eu tocaria!!!!!!! Na rua... será???? Acho que sim.

A dúvida ficou, a vontade passou, e a reportagem foi esquecida.

Duas semanas depois, não mais do que isso, fui à São Paulo, cidade que encanta e ao mesmo tempo deprime. Encanta, pela energia, vigor, e sofisticação. Deprime... por ter visto do apartamento do meu filho, no 14º andar, um céu sem vida, morto.

Passeando com meu marido no metrô, descemos na estação Santa Cecília...e ele estava lá, O PIANO.

Será??????? Era. Fascinada olhei para ele, ele olhou para mim, sentei, me acomodei e toquei.

Ao terminar "Em algum lugar do passado", música que acho extremamente romântica, fui aplaudida por muita gente, que resolveu parar e me ouvir. Aprovo e agradeço aos organizadores desse projeto, que enaltece e alegra as ruas de São Paulo.
Foi maravilhoso. Pianista...eu não sou, nem tenho esta pretensão, mas bate uma felicidade incrível ao dedilhar algumas canções.

E foi assim...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

SUELI







Roendo as unhas, olhos observadores e assustados, uma timidez aparente, e com uma tia a tiracolo, visitou-nos pela primeira vez. Tinha apenas 16 anos, era pouco mais que uma cirança.

Eu, adulta nos meus 19 anos, e minha família, a recebemos com carinho, por ser a escolhida do meu irmão muito querido.

Creio que a timidez se estendeu assim...assim...no máximo até a 2ª visita.

Seu temperamento peculiar e vocabulário próprio,
" catana/caratcha/ pqp $@*& " logo cativou a família e todos os familiares. Nesses quase 45 anos de convívio, fez do meu irmão um homem realizado e feliz.

O ar de "Tô Carlos, marido", e o dela, era uma mistura única, uma dependência mútua. Um...o vício do outro, uma parceria simbiótica. Uma ciumeira desse marido, que não o deixava se perfurmar, para não ficar ainda mais lindo.

Nessa longa caminhada, todo o trajeto, acompanhei de perto. Os momentos importantes, o nascimento das filhas, dos netos, os deslizes, os prazeres, eu estava lá. Viajávamos sempre, para o Rio, e interior de São Paulo, e o posto de co-piloto, não largava em momento algum.

Na tarde fria do dia 20, até o sol se escondeu, e ela... partiu.

Estava claro que Deus tentava nos poupar, permitindo que se afastasse aos pouquinhos. Todavia, com esperança e reza nós nos agarrávamos àquele fiozinho de vida, que teimava através dos aparelhos permanecer. Lutou com coragem e garra, e suas ultimas palavras, em frases desconexas foi "Marido...Marido..." o ar de sua existência.

Que Deus a acolha em seus braços, minha cunhada e amiga, e nos conforte, por tirá-la tão cedo do nosso convívio, aos 61 anos.

Acredito que, roendo as unhas, olhos assustados, uma timidez aparente, ela chegou aos céus, encontrou Maria Luiza e fizeram uma festa por lá.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Não mais que um palmo.













Lá... pelos meados e finais dos anos 70, era no sitio do meu irmão mais velho José Carlos, alguns km do Rio, as nossas reuniões familiares.

Lugar de uma beleza impar, ao pé da serra de Teresópolis.

Uma placa grande e rústica indicava, " Sítio 3 meninas", Anna Christina, Elysabeth e Adriana, minhas sobrinhas. Naquele recanto único, a felicidade se fazia presente e era contagiante.

Meu pai preparava a "guaiaca pendurada, o facão e o gibão", e embrenhava-se pelas redondezas na garupa do "Triunfo" como nos velhos tempos da Dourada, fazenda do meu avô, onde galhardamente fazia o berrante tremer.

Às noites enluaradas, convidativas, entoava as mais belas canções, ao som do seu violão , com um acompanhamento selecionado, da mulher, filhos, noras, genro, netos e familiares.

Ao recordar esses momentos, as saudades batem tão fortes, que doem.

Não mais que um palmo de profundidade, tinha o riacho, onde estou posaaaando (rsrsr) com ares de Esther Willians, ao lado dos meus filhos Rogério e Ricardo, a Vivinha não saiu nesse foto, mas também estava lá, cumprindo o ritual. Margeado por tabatinga ( lama amarela) e mata fechada, nos proporcionava recreação diferenciada dos clubes. As brincadeiras ficavam por conta do Rogério que cobria todo o corpo com a lama e, assustava a criançada , antecipando Michel Jakcson em "Triller".

Lembranças...lembranças...lembranças...casos de uma vida.