domingo, 11 de novembro de 2007

A realidade é um sonho



















Carnaval de 1963.

Cheguei em Venceslau, na madrugada do sábado para domingo.

Havia me mudado de lá, há apenas alguns meses, e aquele era o meu primeiro retorno.
Tia Nancy ligou para o Venceslau Clube e meus tios, Miltom e Nesto vieram me buscar rapidinho, e pude aproveitar o restante da noite, enfeitada entre confetes, serpentinas e lança perfumes..
Quando cheguei, a demonstração de carinho de todos me emocionou, e nesse embalo, peguei o trenzinho para a alegria, e a felicidade bateu legal. Esqueci todo o transtorno que aquela viagem me proporcionou.
Domingo, apesar do cansaço, pouco dormimos. Meus amigos vieram `a casa da minha avó, para atualizarmos as fofocas, ficou um entra e sai o dia inteiro. Dona Lora, minha avó, era uma anfitriã das melhores, e ninguem saia sem provar seus quitutes.
Mais tarde... os preparativos para mais uma noitada.
Chegamos ao clube por volta das 11 horas, aqueeeele das balas chitas foi a primeira pessoa que ví. Encontrá-lo no clube foi uma surpresa maravilhosa, o bicho do mato não gostava de carnaval. Um romance da infância tornou-se real, para minha felicidade, "e felicidade geral da nação" a torcida arrebanhava até os professores.

O colorido da festa, se entrelaçava com o colorido dos nossos coração. Estavamos apaixonados desde sempre.

"Indio quer apito se não der pau vai comer"

"Todos eles... estão errados... a lua é...é... dos namorados"

De volta à Osasco, sonhei até o carnaval de 1964. Bom "purdemaissss"


8 comentários:

Rosamaria disse...

Ah, Maria Helene,como eram bons os carnavais de antigamente! Agora é tudo diferente, sem aquele romantismo. Não perdia carnaval nunca e saia do clube junto com o conjunto que ainda tocava por um tempão na praça. Nossos carnavais começavam no início de janeiro, com 'assaltos', como chamávamos. Eram dois blocos na cidadezinha do interior.Íamos nas casas dos componentes mais antigos do bloco, onde fazíamos galinhadas e cantávamos até altas horas. E tem muito mais...
Xii! Tu me trazes coisas que há muito não lembrava, guria! QUE BOM!!!!!!

Maria Helena disse...

Rosamaria,
Imagino o quanto deve ter sido bom e saudável.Dessa forma dá até para sentir a emoção, da época, do momento, da grande folia.
Bjs

Vivien Morgato : disse...

Eu adorei o texto, mas nunca me imaginaria em um trenzinho, putz, como eu detesto carnaval...rs
E "aquele um " er aum chato, meu pai é muito mais lindo.
hehehe.
beijos.

Maria Helena disse...

Vivinha,
Eu não me imaginava perdendo um carnaval.Mas peguei uma bifurcação da vida... e o papai estava lá, como sempre no caminho errado,hehe
hahahah...rsrsr e nessa trilha não tinha lugar para carnaval.
Mais lindo????? não sei!!!!, mas me deu vc, e para mim é uma benção.
Bjs

Thelma disse...

Maria Helena, bonito o teu relato!!! Também sou deste tempo. Aliás, as músicas de carnaval sao atemporais. Mas sei o que é esperar um ano pelo próximo carnaval...hahahahaha....que bobice! Hoje tudo é mais rápido e natural, felizmente.
Com uma filha como Vivien, sou das que torcem pelo pai dela.

Lord Broken Pottery disse...

Maria Helena,
Gosto muito quando de você dá esses mergulhos no passado. Em 1963 eu tinha nove anos, bons tempos aqueles.
Beijão

Maria Helena disse...

Lord,
Adorava carnaval daquela época no clube da cidade,familia e amigos, todos curtindo a alegria.
Em 1963 tinha 19 anos.
Depois de casada, nunca mais brinquei, o Toninho não gosta até hoje.
Bjs

Maria Helena disse...

Thelma,
os carnavais eram muito bons, era realmente familiares,todos curtiam,
néééé ?????A gente aqui em casa
brincamos muito quando lembramos esse amor da infância/adolescência até o Toninho.
Só mergulhando bem fundo para resgatar essas lembranças porque só de casada lá se vão 40 anos.
hehehe...hahahaha...rsrsrs
Bjs